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Imposto de Renda · Derivativos

Opções na Bolsa: tributação e como declarar no IR

Sem isenção de R$ 20 mil, com regras diferentes para titular e lançador, e um detalhe importante no exercício: opções são o mercado onde mais se erra a declaração. Veja como funciona, com exemplos.

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Leitura: 8 min

O que são opções na B3

Opção é um derivativo: um contrato que dá ao comprador (titular) o direito — mas não a obrigação — de comprar (opção de call) ou vender (opção de put) um ativo a um preço combinado (preço de exercício), até ou em uma data determinada. Quem vende a opção (lançador) assume a obrigação caso o titular decida exercer.

É um mercado usado tanto para especulação (alavancagem) quanto para proteção de carteira (hedge) — mas em qualquer dos dois casos, a tributação segue regras específicas, diferentes das ações à vista.

Por que não há isenção de R$ 20 mil

A isenção de R$ 20.000/mês em vendas é uma regra exclusiva do mercado à vista de ações (swing trade comum). O mercado de opções está fora dessa regra por expressa disposição da legislação — todo ganho com opções é tributado, não importa o valor total negociado no mês.

📌 Erro comum

Muitos investidores acham que a isenção de R$ 20 mil vale para "renda variável" em geral. Não vale. Ela é específica de ações no mercado à vista. Opções, day trade de ações, FIIs e ETFs nunca têm essa isenção.

Titular vs lançador: quem paga o quê

Entender os dois lados da operação é essencial para declarar certo:

Ambos podem operar como day trade (montar e encerrar a posição no mesmo pregão, alíquota de 20%) ou como operação comum (posição levada de um dia para outro, alíquota de 15%). Como opções costumam ter prazos curtos e liquidez concentrada, o day trade é frequente nesse mercado.

Titular ou lançador, o Ponto Invest separa certo

Identificamos automaticamente cada operação com opções — day trade ou comum — e calculamos o DARF sem a isenção que não se aplica a esse mercado.

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O que acontece no exercício da opção

Quando o titular decide exercer uma opção de compra (call), ele efetivamente compra o ativo-objeto pelo preço de exercício combinado. Nesse momento:

Já para uma opção de venda (put) exercida, o processo é o inverso: o titular vende o ativo ao preço de exercício, e o prêmio pago reduz o valor líquido recebido nessa venda para fins de apuração do ganho.

Opção que "vira pó"

Quando uma opção chega ao vencimento sem ser exercida (o que acontece quando o preço de exercício não é vantajoso frente ao preço do ativo no mercado), diz-se que ela "virou pó":

Exemplo prático completo

Pedro lança (vende) uma opção de compra e recebe R$ 400 de prêmio. Um mês depois, no vencimento, a opção vira pó (ninguém exerce, pois o preço da ação ficou abaixo do preço de exercício):

Já Maria, titular da mesma opção, pagou R$ 400 de prêmio e não exerceu. Ela apura uma perda de R$ 400, que pode compensar contra ganhos futuros em operações de opções (ou de renda variável comum, conforme a caixinha aplicável).

Como declarar e pagar o DARF

  1. Apuração mensal

    Some todos os ganhos e perdas do mês com opções, separando day trade de operação comum — são caixinhas diferentes, sem compensação cruzada entre elas.

  2. DARF (código 6015)

    Se houver imposto devido no mês, gere e pague o DARF até o último dia útil do mês seguinte, usando o mesmo código de ações (6015) — a Receita não distingue por código o ativo, apenas o tipo de operação.

  3. Bens e Direitos

    Posições em aberto de opções em 31/12 (titular ainda segurando a opção) devem constar em Bens e Direitos pelo custo de aquisição.

  4. Compensação de prejuízos

    Prejuízos com opções (comuns ou day trade) podem ser compensados com lucros futuros do mesmo tipo de operação, sem prazo de validade — desde que devidamente registrados desde o início.

Perguntas frequentes

Opções têm isenção de R$ 20 mil como ações?

Não. A isenção só vale para swing trade com ações no mercado à vista. Opções são sempre tributadas, independentemente do valor negociado no mês.

Qual a alíquota de imposto sobre opções?

15% para operação comum e 20% para day trade — a mesma lógica de ações, mas sem a isenção de R$ 20 mil.

Quem paga imposto: titular ou lançador da opção?

Ambos podem ter resultado tributável. O titular paga sobre o ganho na venda ou exercício vantajoso; o lançador tributa o prêmio recebido quando a posição é encerrada.

O que acontece no exercício da opção?

O prêmio pago soma ao preço de exercício, formando o custo de aquisição da ação. Não há tributação isolada no exercício — o ganho aparece só quando a ação for vendida depois.

Opção que vira pó gera imposto?

Sim, para o lançador: o prêmio recebido vira lucro tributável integral. Para o titular, o prêmio pago vira perda compensável.

Como o Ponto Invest ajuda?

Separamos automaticamente operações de opções por tipo (day trade ou comum), calculamos o resultado mensal e geramos o DARF sem aplicar isenções que não existem para esse mercado.

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