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FIIs · Fundamentos

Tipos de FIIs: tijolo, papel, híbridos e fundos de fundos

Nem todo FII tem o mesmo risco. Entenda a diferença entre imóveis físicos, recebíveis de crédito, fundos híbridos e fundos de fundos — e como combinar os tipos na carteira.

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Leitura: 8 min

FII de tijolo

Os FIIs de tijolo são os mais tradicionais: possuem imóveis físicos — shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas, agências bancárias, hospitais, universidades — e distribuem aos cotistas a renda gerada pelos aluguéis. O principal risco é a vacância (imóvel desocupado, sem gerar renda) e a inadimplência de inquilinos, além da variação no valor patrimonial dos imóveis conforme o ciclo econômico do setor específico.

📌 Em uma frase

Tijolo é renda de aluguel; papel é renda de juros; híbrido mistura os dois; e FOF terceiriza a escolha para o gestor, comprando uma cesta de outros FIIs.

FII de papel

Os FIIs de papel (ou "de recebíveis") não têm imóveis — investem em CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e outros títulos de crédito ligados ao setor imobiliário. A renda vem dos juros pagos por esses papéis, geralmente indexados ao CDI ou ao IPCA + uma taxa fixa. O principal risco aqui é de crédito: a capacidade dos devedores por trás dos recebíveis de honrar os pagamentos.

FII híbrido

Os FIIs híbridos combinam imóveis físicos e recebíveis (CRI) na mesma carteira, buscando diversificar as fontes de renda: parte vem de aluguel, parte vem de juros. Essa combinação pode suavizar a volatilidade em cenários em que um dos dois componentes performa mal — por exemplo, em períodos de juros altos, a parcela de papel tende a se beneficiar, compensando eventual vacância na parcela de tijolo.

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FOF: fundo de fundos

Os FOFs (Fundos de Fundos) não investem diretamente em imóveis ou recebíveis — compram cotas de outros FIIs negociados na bolsa. É uma forma de terceirizar a seleção para o gestor e obter diversificação automática (dezenas de fundos diferentes) com um único ticket de investimento, o que pode ser útil para quem está começando ou tem pouco capital para montar uma carteira diversificada por conta própria.

Comparativo entre os tipos

TipoOnde investePrincipal risco
TijoloImóveis físicos (shoppings, galpões, lajes)Vacância e valor do imóvel
PapelCRI e recebíveis imobiliáriosCrédito dos devedores
HíbridoImóveis + recebíveisCombinação dos dois riscos
FOFCotas de outros FIIsQualidade da seleção do gestor

Como combinar os tipos na carteira

  1. Misture tijolo e papel para diversificar o tipo de risco

    Vacância e crédito costumam não se mover na mesma direção ao mesmo tempo, o que ajuda a suavizar a renda total recebida.

  2. Use FOFs com moderação

    Um FOF cobra taxa de administração sobre uma carteira que já paga taxa nos fundos investidos — bom para diversificação rápida, mas fique atento ao custo total.

  3. Evite concentrar em um único segmento

    Dentro do próprio tijolo, distribua entre segmentos diferentes (logístico, shopping, laje corporativa) para não depender de um único ciclo econômico.

Perguntas frequentes

O que é um FII de tijolo?

É um fundo imobiliário que possui imóveis físicos — shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas, agências bancárias — e distribui aos cotistas a renda gerada pelos aluguéis desses imóveis.

O que é um FII de papel?

É um fundo imobiliário que investe em recebíveis, principalmente CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). A renda vem dos juros pagos por esses papéis, geralmente atrelados ao CDI ou ao IPCA.

O que é um FII híbrido?

É um fundo que combina imóveis físicos e recebíveis (CRI) na mesma carteira, buscando diversificar as fontes de renda e reduzir a dependência de um único tipo de ativo.

O que é um FOF (fundo de fundos)?

FOF é um fundo imobiliário que, em vez de investir diretamente em imóveis ou recebíveis, compra cotas de outros FIIs negociados na bolsa, oferecendo diversificação automática com um único ticket de investimento.

Qual tipo de FII é mais arriscado?

Não existe um tipo universalmente mais arriscado — cada um tem uma natureza de risco diferente. Tijolo tem risco de vacância e valor do imóvel; papel tem risco de crédito; híbrido mistura os dois; e FOF depende da qualidade da seleção dos fundos que compõem a carteira.

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